domingo, 19 de dezembro de 2010

Fragmentos filosóficos delirantes V*


"O sonhador, em seu devaneio sem limite nem reserva, se entrega de corpo e alma à imagem que acaba de encantá-lo."

"Pois o alquimista é um sonhador que quer, que goza em querer, que se magnifica no seu 'querer grande'. Ao invocar o ouro - esse ouro que vai nascer no subterrâneo do sonhador -, o alquimista pede ao ouro, como outrora se pedia a Indra, para "criar vigor". E é assim que o devaneio alquimista determina um psiquismo vigoroso."

"O sonhador escuta já os sons da palavra escrita. Um autor, não lembro quem, dizia que o bico da pena era um órgão do cérebro."

"Como pode um homem, apesar da vida, tornar-se poeta ?"

"O devaneio nos põe em estado de alma nascente."

* Gaston Bachelard

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