sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Nenhuma certeza

Rosângela Rossi
Psicoterapeuta e Filósofa Clínica
Juiz de Fora/MG

Tudo pode ser ou não ser. Mutação contínua.
Duvidar...Mente aberta ao sempre aprender.
Espanto, surpresa, novidades.

Buscamos certezas como muletas para darmos conta de vivermos com as incertezas.
A experimentação muitas vezes assusta. Romper e renovar pode ameaçar.

Quantas vezes vestimos uma bandeira radical e fundamentalista, ditando certezas para esconder nossas inseguranças e medos?

O que foi hoje pode não ser amanhā.
Para que congelar a vida e encouraçar a alma?

Abertura as incertezas, porta aberta para as novidades de cada instante poderá nos fortalecer.
Controlar, dominar nos protegerá das surpresas que a existência faz acontecer?
Buscamos respostas prontas, regras, normas, leis.... Porque e para que?

Copiamos pensamentos e nos iludimos com mil palavras. Maluquice.O que é certo ou errado?
Onde fica a nossa singularidade e nossas experiências?
Temos desejos e vontades, nenhuma certeza. Faltas que esperam ser preenchidas. Vida.

As certezas estagnam a vida, fecham em copas as possibilidades infinitas. Colocam nos museus em molduras eternas um instante congelado do existir.

Viver. Experimentar. Sentir. Percepcionar. Pensar.... Agora. Tempo sem nenhuma certeza. Que venha o que tem que vir.

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