domingo, 16 de janeiro de 2011

Fragmentos filosóficos delirantes XIII*

"A loucura é a revolução permanente na vida de uma pessoa."

"Razão e desrazão são ambas maneiras de conhecer. A loucura é uma maneira de conhecer, outro modo de exploração empírica dos mundos tanto 'interior' como 'exterior'. A razão para a exclusão e invalidação da loucura não é puramente médica, nem estritamente social. É, como tentarei demonstrar, política."

"Para tratar a loucura não há outra arma senão a da nossa própria loucura. As qualificações profissionais fazem das suas próprias pretensões um absurdo imediato."

"O futuro da loucura é o seu fim, a sua transformação numa criatividade universal que é o lugar perdido donde veio em primeiro lugar."

"Não psiquiatria significa que o comportamento profundamente perturbador, incompreensível e 'louco' deve ser contido, incorporado na sociedade global e nela disseminado como uma fonte subversiva de criatividade, espontaneidade, não 'doença'."

"O sonho é a anti-psicanálise. A sua interpretação é a sua morte, e a nossa."

"A violência da psiquiatria só pode ser compreendida com base no seu dogma fundamental: se não compreende o que outro ser humano está a fazer, 'diagnostique-o!'"

"O novo fator revolucionário é que as pessoas começam a fazer amor em vez de se limitarem a foder para procriar para os patrões. O orgasmo é uma loucura contagiosa e boa."

* David Cooper

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