domingo, 23 de janeiro de 2011

Fragmentos filosóficos delirantes XV*

"O indizível gera uma poesia que ameaça continuamente ultrapassar os limites do dizível."

"Eu queria derrubar a fronteira entre a minha vida e literatura o máximo possível."

"O equilíbrio na corda bamba não pode ser realmente ensinado: é algo que se aprende sozinho."

"Como tal, Artaud é uma espécie de poeta das origens, cuja obra descreve os processos de pensamento e sentimento antes do advento da linguagem, antes da possibilidade da fala."

"Trata-se de um artista que pinta da mesma forma que respira. Ele jamais se limitou a criar objetos bonitos, mas procurou, no ato de pintar, tornar a vida possível para si. Por isso, sempre evitou soluções fáceis e, cada vez que descobriu que sua obra se tornava automática, interrompeu completamente o trabalho."**

"(...) a perpétua novidade de sua obra deriva do fato de que pintar não é algo que ele pratique e depois separe de si, mas uma luta necessária para controlar sua própria vida e para se situar no mundo."**

* Paul Auster
** Refletindo sobre a obra de Jean-Paul Riopelle

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