domingo, 6 de fevereiro de 2011

Fragmentos filosóficos delirantes XIX*


"Engano pensar que a arte afaga:/ ela me puxa pelos cabelos,/ me lança no olho/ da ventania."

"Se me quiseres amar,/ terá de ser hoje:/ amanhã estarei mudada."

"Não sou áspera nem amena:/ estou na vida como o jardineiro/ se entrega em cada rosa:/ corte, sangue, dor e aroma,/ para que a beleza fique na memória/ quando a flor passa."

"Opto pela loucura, com um grão/ de realidade:/ meu ímpeto explode o ponto,/ arqueia a linha, traça contornos/ para os romper."

"Não se enganem comigo:/ se digo sul pode ser norte,/ chego mas fico ausente,/ o triste é também o belo,/ procuro o que não se perde/ nem se pode encontrar."


* Lya Luft

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