domingo, 27 de fevereiro de 2011

Fragmentos filosóficos delirantes XXV*

"Ao olhar delirante a realidade se reapresenta como um espetáculo sempre novo. Incontáveis dialetos ultrapassam as fronteiras do verso bem alinhado. Parece querer dizer algo mais, nos simulacros de ser indizível."

"Fenômeno complexo e de difícil entendimento, se distanciado das representações de cada um. A estrutura delirante, ao surgir camuflada, insinua poéticas de refúgio."

"A pluralidade subjetiva internada em uma só pessoa aprecia o caos para ensaiar releituras existenciais."

"O Filósofo Clínico, ao acessar, com autorização da pessoa, a vastidão de sua subjetividade, vivencia discursos e verdades muito íntimas. Entremeios das múltiplas mensagens as estranhas arquiteturas incompletam segredos, enquanto aguardam a interseção capaz de desvendá-los."

"O sujeito refugiado em si mesmo depara-se com novos aliados para tentar algum sentido às mirabolantes contradições. Na reclusão dos delírios, elabora diários forasteiros, num faz de conta a viver das sobras daquilo que busca superar."

"Ao inenarrável prefácio das impossibilidades, surge a multidão dos esquecidos. Rostos esculpidos pela incompreensão de uma vida inteira."

*Hélio Strassburger

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