quinta-feira, 5 de maio de 2011

Autogenia

Miguel Angelo Caruzo
Filósofo Clínico
Juiz de Fora/MG


Nada melhor que a mudança de lugar para contribuição de um processo autogênico. Entenda-se “autogenia” como mudança de “Estrutura de Pensamento” e relação entre os tópicos desta. Quando mudamos de lugar, os hábitos têm a possibilidade de mudar. A visão de mundo tende modificar. “O que acha de si mesmo” começa a se reformular.

Mas, este é o caso de alguém que está disposto a mudar e suas condições da Estrutura de Pensamento contribuem para tal acontecimento.

A quebra de paradigmas é fruto do confronto com a realidade. Muitos agendamentos são feitos ao longo do desenvolvimento e resultam em “pré-juizos” que podem gerar uma série de incômodos ao serem confrontados com a realidade.

Situações novas, pessoas com as quais não convivíamos, primeiras impressões que são reconhecidas como grandes erros de interpretação. Deparando-se com o mundo novo, a Estrutura de Pensamento não consegue ser mais a mesma.

Novas aventuras iniciam nesse processo. Um novo mundo começa a ser vislumbrado. Uma nova visão, atitudes novas surgem. Atos inéditos de quem já viveu a mesmice começam a aflorar. Autogenia intensiva e extensiva diante do “devir” da vida.

Se como diz Heráclito “Nada é permanente, salvo a mudança”, a Estrutura de Pensamento tende a modificar. Se há mudança em tudo o tempo todo, com a intenção e condições de possibilidade favoráveis, toda mudança pode tornar-se mais fácil.

O resultado do processo autogênico é difícil de ser previsto. Mas, é um caminho sem volta. Pode-se voltar ao lugar em que o papel existencial era praticado com facilidade ou por força de costume, entretanto, jamais será o mesmo de antes.

Novos caminhos, novos rumos, processos de mudança, aventura de Ser-aí (Dasein). Abertura ao intenso presente, o único tempo para se agir.

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