quinta-feira, 31 de julho de 2014

A Terceira Caverna (Platão)*


Ah, o mito da caverna de Platão. Conhecido por por muitos. Nem sempre bem compreendido por mim. Homens vivendo em cavernas. Conheciam apenas o reflexo das coisas. Suas sombras projetadas nas paredes. Contornos de fantasmas da realidade.

O conhecimento mais completo se daria pelo contato com a realidade. Mostrada pelo brilho da luz do sol. Pela claridade mesma das coisas. E viva o sol!!! E o sol subiu ao intelecto. Cristalizou-se sobre as coisas. E deu curto-circuito.... Seria tudo tão simples assim?

A claridade excessiva ofuscou meu conhecimento. A máxima brancura cegou minhas vistas. E o conhecimento envaideceu-se de si mesmo.... Andou pelas margens da desrazão.

Mais filosofia. Outra filosofia, por compaixão. Oh, Sócrates venha em meu auxílio. Quanto mais avança o conhecimento, mais se abrem as lacunas de um novo não-conhecimento.... Imagino-me pelo caminho: morando na caverna, com suas sombras. Andando pelo mundo, ofuscado por excessos de claridade. O intelecto e a razão exercendo seus imperialismos sobre as coisas.

Aqui estou eu agora. Procurando por uma terceira caverna. De conhecimentos sem definições certeiras. Um novo aconchego a cavernas com contemplações e representações mais significativas.

*José Mayer
Filósofo, Estudante de Filosofia Clínica
Porto Alegre/RS

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