terça-feira, 2 de setembro de 2014

Existencialidades*


Por que ?

Ando vagando por entre motivos para fundamentar minha existência num mundo tão complexo e questionável. As incertezas pairam na minha rua. Nada encontro de concreto, reto e direto.

Busco nas curvas das palavras escritas minha resposta para um porquê que só eu sinto. Não há nada de errado comigo! Está tudo bem, bem até demais. Essa sensação de inquietude é interna e constante. Faz parte da minha singularidade.

Há uma necessidade em meu ser de significar tudo, todos. É quase uma obsessão, uma mania doentia de dar sentido a tudo. Sem sentido não há sentido em viver.

De repente, leio algo, que aparentemente me tira o "chão". Vago sozinha na escuridão de uma angústia que jamais poderá ser compartilhada. Parece que minha mente roda e gira numa velocidade inalcançável, não consigo acompanhar minha tontura existencial.

Sofro, busco, corro, grito e questiono sempre, sem cessar. Será?

As vezes o amor parece distante e tudo fica apático. Como se a cor tivesse escorrido para o ralo. Fico ansiosa e acelerada. Não consigo parar de fumar. Isso perturba meu ser. Tento não prestar a atenção para determinada matizes que encontro no caminho, entretanto o vermelho púrpura grita em meus ouvidos frágeis. Eu não suporto tamanho barulho dessa cor. Mas resisto ao aniquilamento!

Fortaleço meu "ser" com diversas artes, sem as quais, com certeza já teria perdido o eixo do meu "eu" mais profundo. Ando por entre a esperança para não me despedaçar diante do existir. Escrevo palavras que me traduzem para tentar suportar a explosão dentro de mim. Meu pensamento quase transborda por entre meus poros. Sinto o pulsar das sensações mais tímidas da vida.

Acalmo minha alma com um chocolate, sim, chocolate! Sinto uma paz tremenda a cada trufa que derrete em minha boca.

* Vanessa Ribeiro
Filósofa, Atriz, Dançarina, Filósofa Clínica
Petrópolis/RJ

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