domingo, 30 de novembro de 2014

Roupas velhas, vida nova*


Quando a dor impede dormir e se resolve a escrever pouquinho, pode-se chegar a uma tentativa de regeneração. Falam sobre reinventar. Revi essa palavra num cartão com a linda fênix de fogo subindo ao céu....

Sim, se pode reescrever o passado. A tentativa de ser outra pessoa persiste. Afinal, Por todos os lados se propaga a famigerada correção.

O passado que nos fez ser quem somos! Para deixarmos de sê-lo há que se resignificar vivências, memórias e valores, embora estes estejam mais próximos ao essencial e ao presente... ou estariam ancorados em eventos mudos para o dia de hoje?

Procura-se a chave da prisão da casa-corpo. Procura-se a vida nas dimensões sutis quando a matéria é campo minado.

Os alunos percebem que além da letra há o intertexto, o contexto, a intenção, a entonação e a falácia. Os mundos dentro de mundos sugam para o interior do redemoinho o espírito indócil.

Fatalmente, as roupas velhas, ainda no corpo, já não servem mais.

*Vânia Dantas
Filósofa Clínica
Brasília/DF

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