sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Corpo vivo*


Templo das almas azuis.
Ele, terra e tesouros.
Acolhe-nos sem nada perguntar
Da-nos gozo e prazer continuados.
Por que por vezes o negamos?
Platão nos fez anjos.
Em nome de Deus o abandonamos na Idade Média.
Agostinho o aprisionou em culpa.
Hoje, o punimos e o flagelamos em nome da saúde perfeita.
Onde se escondeu sua harmonia e sua natureza livre?
O corpo grita por renascer e percepcionar cada instante desta mãe Terra.
Ele clama o toque sensual dos encontros afetivos.
Que possamos parar e o respirar profundo.
Acordá-lo do sonho alienante.
Trazê-lo de volta à sua casa,
nu e cru, sem medo de gozar,
para alegremente aqui brincar!

*Rosângela Rossi
Psicoterapeuta, Filósofa Clínica, Poetisa, Escritora
Juiz de Fora/MG

Nenhum comentário:

Postar um comentário