sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Blackstar*

                                                                                                         
Quero tua língua falando aos meus sentidos, tua voz melancólica, esse sorriso aberto a cantar nas estrelas, teu olho do azul profundo sobrevoa como se fosse um pássaro do além-mar.

O teu olhar não petrifica os sonhos, o teu brilho é fonte de energia aos que nascem, o teu olhar não ilumina, é fonte interna de prazer nas páginas de um livro. Tudo aqui nasce e fica entre o sonho e a boca, entre a audição e o corpo.

A dança é o nascente da linguagem, é o que faz a imagem ter um sentido do prazer, as cores mudam em tua cabeça, os cabelos esvoaçantes nos olhos da liberdade. A cabeça muda as cores, muda a forma de mudar, o conteúdo e forma, um tiro de tinta na guerra dos ódios.

A tua voz é minha cura, é dança que não acaba mais, um presságio não é garantia de vida, é vida que se vive. E a miséria, já dizia Breton, “a miséria moral deste tempo é infinita”. Vamos ao espaço ouvindo os acordes de tuas cores.

*Luis Antônio Paim Gomes
Filósofo. Editor. Professor. Livre Pensador.
Porto Alegre/RS

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