quarta-feira, 2 de março de 2016

Fragmentos Filosóficos, Delirantes*



"Pronunciar uma palavra é, por assim dizer, tocar uma tecla no piano da representação."

"Será sempre útil, quando filosofamos, dizermos a nós mesmos: dar nome a algo é semelhante a afixar uma etiqueta em uma coisa."

"Podemos ver nossa linguagem como uma velha cidade: uma rede de ruelas e praças, casas velhas e novas, e casas com remendos de épocas diferentes; e tudo circulando por uma grande quantidade de novos bairros, com ruas retas e regulares e com casas uniformes."

"A expressão 'jogo de linguagem' deve salientar aqui que falar uma língua é parte de uma atividade ou de uma forma de vida."

"Somente dentro de uma linguagem posso ter em mente algo como algo."

"O significado de uma palavra é seu uso na linguagem."

"Pode-se dizer que o conceito 'jogo' é um conceito de contornos imprecisos. Mas um conceito impreciso é, por acaso, um conceito ? Uma fotografia desfocada é, por acaso, o retrato de uma pessoa ?  Bem, pode-se substituir sempre com vantagem um retrato desfocado por um nítido ? Frequentes vezes não é o retrato desfocado precisamente aquilo de que mais precisamos ?"

"Não existe um método em filosofia, o que existe são métodos, por assim dizer, diferentes terapias."

"Não se pode adivinhar como uma palavra funciona. É preciso que se veja a sua aplicação e assim se aprenda."

"(...) entender é uma vivência específica, indefinível."

"Até que ponto não é a minha mão que sente dor, e sim eu na minha mão ?"

"A língua é um labirinto de caminhos. Você vem de um lado, e se sente por dentro; você vem de outro lado para o mesmo lugar, e já não se sente mais por dentro."

*Ludwig Wittgenstein in "Investigações Filosóficas" Ed. Vozes. Petrópolis/RJ. 1996.

Nenhum comentário:

Postar um comentário