quinta-feira, 10 de março de 2016

Fragmentos Filosóficos, Literários, Delirantes*



"Nenhum poeta forte, ou, melhor dizendo, nenhum poeta forte, pode escolher seu precursor, da mesma forma que nenhuma pessoa pode escolher seu pai."

"(...) à polêmica de Emerson contra a própria ideia de influência, à sua insistência de que caminhar sozinho deve implicar a recusa até de bons modelos, o que torna a leitura primordialmente uma atividade criadora."

"Para que uma leitura (desleitura) seja ela mesma produtora de outros textos, é obrigatório que afirme sua singularidade, sua totalidade, sua verdade."

"(...) mas atos, pessoas e lugares, para que sejam utilizados por poemas, devem eles próprios ser tratados antes como se já fossem poemas, ou partes de poemas."

"Os poemas triunfam ao triunfar sobre as limitações de suas próprias metáforas (...)."

"(...) e vejo uma carta de Joyce Carol Oates, romancista, poeta e crítica, que responde a um resenhista:  ' (..) Whitman compreendia que os seres humanos na verdade não competem entre si, não excluem um ao outro. Sabia que o papel do poeta é 'transfigurar' e 'esclarecer' - e, dessa forma, santificar..."

"Marcuse, introduzindo Hegel mas falando como um cabalista, insiste que o pensamento dialético deve tornar presente o que é ausente 'porque a maior parte da verdade encontra-se naquilo que está ausente'."

"Para continuar sendo poeta, o poeta precisa se cercar da névoa ilusória que o protege da luz que outrora o aqueceu."

"Lembrando Emerson: 'Todo espírito constrói uma casa para si, e além desta casa um mundo, e além deste mundo um céu'."

*Bloom, Harold in "Um mapa da desleitura". Ed. Imago. RJ. 2003 

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