domingo, 16 de outubro de 2016

* Amores


O amor basta em si mesmo porque se espalha, contagia, realiza e completa qualquer lacuna, mesmo as mais persistentes, do início a eternidade. E quem ama, se ama mesmo, liberta e respeita. Quem ama, se ama mesmo, permite prosseguir; permite que se prossiga em paz. 

Quem ama, se ama mesmo, deseja de coração aberto o melhor a quem ele libertou, independente de caminharem lado a lado ou distantes conforme escolha própria. 

Quem ama, se ama mesmo é feliz porque torna os outros felizes, porque torna tudo que toca feliz, por gratidão e ternura sapiente para se aceitar como se é, ao mesmo tempo em que aceita os outros como eles são... Quem ama, se ama mesmo sorri e apoia as conquistas, sobretudo, alheias. 

Porventura, amar não é apego, não é posse nem propriedade, não é cobrança nem imposição. Enfim, seguramente, amar é, tão somente, doação e libertação por amor agora. Musa!

*Prof. Dr. Pablo Mendes
Filósofo. Educador. Filósofo Clínico da Casa da Filosofia Clínica
Porto Alegre/RS

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