segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Fragmentos Filosóficos, Delirantes, Literários*


"(...) é possível dizer que começamos a escrever no momento em que nascemos. Afinal, escrever é uma maneira de olhar para o mundo ao nosso redor. Aos poucos, vamos reparando nas coisas, coletando ideias, imaginando narrativas, até passar aquilo para o papel ou para a tela do computador."

"(...) independente da forma, as palavras possuem um poder de criação. Quando as pessoas rezam, por exemplo, elas pronunciam diversas palavras, imaginando uma realidade diferente, criando um mundo em suas mentes. O mesmo acontece com a literatura. De alguma forma, aquelas palavras se tornam vivas, os personagens começam a ter existência própria."

"O problema (e a sedução) da Clarice Lispector é que ela é uma ilha, não permite seguidores. Ela está ali sozinha. Ela começa e termina sozinha, fechada. É o caso do Guimarães Rosa também."

"É preciso aceitar aquilo com o que não concordamos: cada personagem tem sua humanidade, e a arte surge quando abdicamos de julgá-los."

"Eu acho que a minha voz literária surge a partir da falta. Talvez não seja só o meu caso, mas de todo escritor. Encontramos a nossa voz - ou o nosso formato - a partir daquilo que nós não temos."

*Carola Saavedra in "Ofício da Palavra". Ed. Autêntica. Belo Horizonte/MG. 2014 

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