sábado, 3 de dezembro de 2016

Fragmentos Filosóficos, Delirantes*


"Entra-se em Kafka como quem entra em uma gruta ou em um labirinto, e não apenas em um livro. Uma vez que começamos a lê-lo, nunca saímos totalmente dele"

"Além de grande escritor, Kafka foi um leitor apaixonado. Entrava em transe com livros, e ele mesmo em seus diários faz menção a essa paixão, que é quase maior e mesmo anterior à escrita"

"As obras de Kafka tem interpretações múltiplas e contraditórias. Há tantas que qualquer uma delas é possível"

"(...) produziu uma obra passível de múltiplas leituras, e isso é o genial. Não há uma interpretação aceita por todos, e não haverá nunca, porque esse é o princípio da sua literatura"

"(...) nunca parou de reivindicar que o insuperável do homem está em nós, ainda que permaneça obstinadamente fora do nosso alcance"

(...)

" Borges sempre reconheceu que a grande biblioteca da família havia sido o espaço essencial de sua juventude e adolescência"

"Nesse subúrbio, Borges encontrou espelhos, labirintos"

"(...) temas que seriam fundamentais na obra posterior do escritor: o espanto metafísico do cotidiano, os espelhos, o mistério do tempo, o lado íntimo e secreto da cidade compartilhada, a confusão da morte e os feitos heroicos e perdidos do passado"

"A interseção entre o fantástico, o exótico e Buenos Aires está presente em inúmeros contos"

"Borges gostava de dizer que preferia vangloriar-se das suas leituras mais do que da sua escrita"

* Fernando Savater in "Lugares mágicos. Os escritores e suas cidades. Ed. L&PM. Porto Alegre/RS. 2015.

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