terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Parafraseando***


Antes de libertas,
As palavras sonham.
A emoção, então, prevalece
E a razão se aquieta
O sonho das palavras é destemido
É urgente!

As sensações estão presentes
E as palavras brotam.
Veem com os olhos do coração
Ouvem o que com elas se parece
E retumbam, céleres os seus anseios.

Palavras vão, palavras sonham
Sonhos utópicos e realizam o seu espanto...
Destroem, constroem em devaneios
O destino a elas se apresenta em forma de labirinto
Um rascunho, pelo meio...incompletas...
À moda de mensagens certeiras, destemidas.

Ilegíveis, inaudíveis? Talvez...
Mas, por vontade, realizáveis
São fortes as palavras tímidas...

A mesma natureza, que as move,
Faz do rascunho que elas montam
O percurso das ideias proibidas
Em busca da fresta que as conduza
Por aquelas zonas indecifráveis.

Por que, então, o sisudo discurso
Em tensos rompantes, já esquecido?
Discurso inaudível, invisível sim
Pois as palavras ditas se esvaem ...

As ainda não ditas, aquelas que escondem
Sensações proibidas
Essas palavras, ah! essas palavras
Só buscam corações!

*Profa. Ms. Rose Chalfoun
Mestre em Literatura Brasileira. Filósofa Clínica. Membro da Academia Lavrense de Letras.
Lavras/MG

**Parafraseando o texto: “O Sonho das Palavras” de Hélio Strassburger.

Nenhum comentário:

Postar um comentário