sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Fragmentos Filosóficos, Delirantes*


"Até que ponto não é a minha mão que sente dor, e sim eu na minha mão ?"

"A língua é um labirinto de caminhos. Você vem de um lado, e se sente por dentro; você vem de outro lado para o mesmo lugar, e já não se sente mais por dentro"

"Não existe um método em filosofia, o que existe são métodos, por assim dizer, diferentes terapias"

"Acredita-se estar indo sempre de novo atrás da natureza, e vai-se apenas ao longo da forma pela qual nós a contemplamos"

"Uma imagem mantinha-nos prisioneiros. E não podíamos escapar, pois ela residia em nossa linguagem, e esta parecia repeti-la para nós, inexoravelmente"

"Pode-se dizer que o conceito 'jogo' é um conceito de contornos imprecisos. - 'Mas um conceito impreciso é, por acaso, um conceito ?' - Uma fotografia desfocada é, por acaso, o retrato de um apessoa ? Bem, pode-se substituir sempre com vantagem um retrato desfocado por um nítido ? Frequentes vezes não é o retrato desfocado precisamente aquilo de que mais precisamos?  

"O significado de uma palavra é seu uso na linguagem"

"Podemos ver nossa linguagem como uma velha cidade: uma rede de ruelas e praças, casas velhas e novas, e casas com remendos de épocas diferentes; e isto tudo circundado por uma grande quantidade de novos bairros, com ruas retas e regulares e com casas uniformes"

*Ludwig Wittgenstein in "Investigações Filosóficas". Ed. Vozes. Petrópolis/RJ. 1996.

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