sábado, 4 de março de 2017

Fragmentos Filosóficos, Delirantes*


"(...) entender é uma vivência específica, indefinível"

"Não se pode adivinhar como uma palavra funciona. É preciso que se veja a sua aplicação e assim se aprenda"

"(...) e esta linguagem, como todas as outras está fundada em acordo"

"Os nominalistas cometem o erro de interpretar todas as palavras como nomes, portanto, de não descrever realmente o seu emprego"

"Na linguagem, tocam-se expectativa e realização"

"Seria engraçado dizer: 'Um processo, quando acontece, é diferente de quando não acontece.' Ou: 'Uma mancha vermelha, quando está presente, é diferente de quando não está - mas a linguagem se abstrai dessa diferença, pois ela fala de uma mancha vermelha, quer esteja presente ou não'" 

"Quando se tem algo em mente, não há então nenhuma imagem morta (não importa de que espécie), mas é como se fôssemos ao encontro de alguém. Nós vamos ao encontro daquilo que temos em mente"

"Quando se tem algo em mente, tem-se a si mesmo em mente; desta forma movimenta-se a si mesmo. Lança-se para frente (...)"

"Não existe um método em filosofia, o que existe são métodos, por assim dizer, diferentes terapias"

*Ludwig Wittgenstein in Investigações Filosóficas. Ed. Vozes. Petrópolis/RJ. 1996.

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