quarta-feira, 3 de maio de 2017

Agora eu sou uma estrela*









Ipsum facto, estrela mesmo, das alturas do céu
O céu da imensidão
Da dimensão profusa do ser.

Sim, eu fui pra longe
E não foi somente pelo vinho,
O ser encurnicado se foi
O corpo ficou pesado 
A mente disse adeus
E a alma se pôs a flanar
E planou na serra do Horizonte Perdido
Sobrevoou as terras dos Araxás
Foi mais longe, até os bares ébrios de Pirenópolis,
Os mesmos que encontramos em Tiradentes
Onde ouvimos jazz
Na antessala dos casarios centenários.

Sim, no fundo das pousadas havia jardins com gnomos
Os anões faziam ciranda de pedra dura nas folhagens
E nós, como sempre, fizemos a nossa ciranda nos copos
Nos misturamos num só 
E não nos encontramos mais sozinhos pela vida. 

*Vânia Dantas
Filósofa. Filósofa Clínica.
Uberlândia/MG-Brasília/DF

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