quarta-feira, 10 de maio de 2017

Fragmentos Filosóficos, Delirantes*










"(...) à polêmica de Emerson contra a própria ideia de influência, à sua insistência de que caminhar sozinho deve implicar a recusa até de bons modelos, o que torna a leitura primordialmente uma atividade criadora"

"Nenhum poeta, ou, melhor dizendo, nenhum poeta forte, pode escolher seu precursor, da mesma forma que nenhuma pessoa pode escolher seu pai"

"Lembrando Emerson: 'Todo espírito constrói uma casa para si, e além desta casa um mundo, e além desta casa um mundo, e além deste mundo um céu"

"Mas nenhum poeta pode escrever um poema sem, de certo modo, lembrar de outro poema, assim como ninguém ama sem lembrar, ainda que vagamente, de um amor anterior, ainda que fantasiado ou bloqueado por um tabu"

"Para continuar sendo poeta, o poeta precisa se cercar da névoa ilusória que o protege da luz que outrora o aqueceu"

"(...) o pensamento dialético deve tornar presente o que é ausente (...) Lembra Marcuse: 'porque a maior parte da verdade encontra-se naquilo que está ausente'"

*Harold Bloom in "Um mapa da desleitura". Ed. Imago. RJ. 2003. 

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