sábado, 13 de maio de 2017

Fragmentos Filosóficos, Delirantes*


"A subjetividade, de fato, é plural, polifônica, para retomar uma expressão de Mikhail Bakhtine. E ela não conhece nenhuma instância dominante de determinação que guie as outras instâncias segundo uma causalidade unívoca"

"(...) é a mutação existencial coletiva que terá a última palavra! Porém os grandes movimentos de subjetivação não tendem necessariamente para um sentido emancipador"

"(...) pode-se dizer que a história contemporânea está cada vez mais dominada pelo aumento de reivindicações de singularidade subjetiva"

"Universos plásticos insuspeitados"

"O melhor é a criação, a invenção de novos Universos de referência; o pior é a mass-midialização embrutecedora, à qual são condenados hoje em dia milhares de indivíduos"

"(...) não se trata absolutamente de 'fases', no sentido freudiano, mas de níveis de subjetivação"

"O que importa aqui não é unicamente o confronto com uma nova matéria de expressão, é a constituição de complexos de subjetivação: individuo-grupo-máquina-trocas múltiplas, que oferecem à pessoa possibilidades diversificadas de recompor uma corporeidade existencial, de sair de seus impasses repetitivos e, de alguma forma, de se re-singularizar"

"(...) ou se objetiva, se reifica, se 'cientificiza' a subjetividade ou, ao contrário, tenta-se apreendê-la em sua dimensão de criatividade processual"

"(...) o consumidor se torna, de algum modo, co-criador"

"Por um longo período, o tempo foi considerado uma categoria universal e unívoca, ao passo que, na realidade, sempre lidamos apenas com apreensões particulares e multívocas"

"(...) invenção de novos focos catalíticos suscetíveis de fazer bifurcar a existência. Uma singularidade, uma ruptura de sentido, um corte, uma fragmentação, a separação de um conteúdo semiótico - por exemplo, à moda dadaísta u surrealista - podem originar focos mutantes de subjetivação"

*Félix Guattari in "Caosmose - um novo paradigma estético". Ed. 34. SP. 2000.

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