quarta-feira, 17 de maio de 2017

Fragmentos Filosóficos, Delirantes*













"Criticar é rasgar novos horizontes de compreensão. Uma crítica enclausurada será fatalmente uma crítica cega, provinciana ou parasitária. O seu entendimento superlativo pressupõe a consciência da sua interdisciplinaridade"

"Cada discurso traz consigo a sua lei e o seu horizonte"

"A arte é dimensão fundadora do homem. Restará sempre, para além da morte do poema, a dimensão poética da existência"

"E em toda operação metodológica há muito mais do que uma operação metodológica. Enganam-se aqueles que, confundindo o método com uma simples técnica mecanizada, não são capazes de perceber na presença condicionada do seu contorno, todo um jogo matizado de representações que com ele estabelece um diálogo criador"

"A hermenêutica empreende o percurso inverso da modelização: vive da sua capacidade de abrir-se"

"(...) a própria ciência perdeu a tradicional univocidade, passando a estruturar-se por níveis polissemicamente"

"A ambiguidade ganha corpo quando a sobrecarga impulsiva da linguagem transborda os limites da língua"

"É que o real se realiza numa variedade de níveis e graus de mostrar-se. Há inclusive a possibilidade de o real se mostrar como uma coisa que, em si mesmo, ele não é"

"A linguagem sempre pode mais, porque o homem transcende o seu discurso"

"O poeta é poeta a partir da fala impossível, do silêncio, e o silêncio é o máximo de concentração da voz"

*Eduardo Portella in "Fundamento da investigação literária". Ed. Tempo brasileiro. RJ. 1974. 

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