sexta-feira, 14 de julho de 2017

Fragmentos Filosóficos, Delirantes*


"O excesso é simplesmente revelador de um estado de espírito latente"

"(...) existe uma interação entre a 'força vital própria' de um determinado indivíduo e as 'circunstâncias exteriores', ou seja, as determinações impostas pelo destino"

"(...) da relação entre a subjetividade individual e a importância do meio, de qualquer ordem que seja"

"Acrescentarei que o redobramento é a marca simbólicas do plural. Por isso, cada um torna-se um outro. Comunga com o outro e com a alteridade em geral"

"(...) nenhum problema é definitivamente resolvido, mas que encontramos, pontual e empiricamente, respostas aproximadas, pequenas verdades provisórias, postas em prática no cotidiano, sem que se acorde um estatuto universal, oralmente válido em todo lugar, em todo tempo, e para cada um"

"Há aqui uma antinomia de valores que merece ser pensada: a morosidade do instituído, a alegria do instituinte. Antinomia que se manifesta, cada vez mais, com toda clareza, em particular nas voracidades festivas, no culto ao corpo, na exacerbação da aparência, tudo, certamente, fundado sobre a saturação do projeto longínquo e a celebração de uma espécie de instante eterno"

"O excesso sobrevém como uma vibração que legitima e dá sentido à monotonia cotidiana. A transgressão e a anomia necessitam de limites, ainda que seja somente para serem ultrapassadas"

"O bárbaro já não se opõe ao civilizado, é um de seus componentes mais fecundos. Essa conjunção é, sem dúvida, a marca essencial da pós-modernidade"

*Michel Maffesoli in "O instante eterno - O retorno do trágico nas sociedades pós-modernas". Ed. Zouk. SP. 2003. 

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