domingo, 2 de julho de 2017

Incompletudes*


Deitei-me no colo
Do frágil caniço da noite.
Quem não sabe
Que tornar-se livre
Era uma coisa fácil
Tomar o controle
Desse ser vivo
Era outra coisa.
Afinal, nossa vida é
Apenas uma sucessão
De primeiros momentos
E de momentos últimos
Por isso mesmo estamos
Nos acabando a todo momento
Mas nunca terminando
O nosso fim.
No final das contas
Nada estará perdido
Se tivermos a coragem
De proclamar bem alto
Que tudo está perdido
E que devemos começar
Tudo de novo...

*José Mayer
Filósofo. Livreiro. Poeta. Filósofo Clínico
Porto Alegre/RS

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