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Fragmentos Filosóficos, Delirantes*


"(...) cada um o que quer aprova, o senhor sabe: pão ou pães, é questão de opiniães... O sertão está em toda a parte"

"(...) me inventei neste gosto, de especular ideia"

"Tudo é e não é..."

"Passarinho que se debruça - o voo já está pronto!"

"(...) terríveis bons espíritos me protegem (...) eu toda a minha vida pensei por mim, forro, sou nascido diferente. Eu sou é eu mesmo. Divêrjo de todo o mundo... Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa (...) para pensar longe, sou cão mestre - o senhor solte em minha frente uma ideia ligeira, e eu rastreio essa por fundo de todos os matos"

"Qualquer sombrinha me refresca. Mas é só muito provisório"

"Mas cada um só vê e entende as coisas dum seu modo"

"(...) o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando"

"Eu me lembro das coisas, antes delas acontecerem"

"(...) a gente quer passar um rio a nado, e passa; mas vai dar na outra banda é num ponto muito mais em baixo, bem diverso do em que primeiro se pensou"

"(...) toda saudade é uma espécie de velhice"

*João Guimarães Rosa in "Grande Sertão: Veredas" Ed. Nova Fronteira. Rj. 2006.

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