O tempo dos relógios é o tempo da contagem. Ele organiza compromissos, regula rotinas, marca aniversários e prazos. É o tempo que se mede em números, que se divide em minutos e segundos, que se imprime em calendários e agendas. Mas há um outro tempo, mais íntimo e decisivo, que não cabe em ponteiros nem em tabelas: o tempo da experiência. Esse não se mede, se sente. É o tempo da memória que prolonga o passado, da expectativa que abre o futuro, da intensidade que colore o presente. Na Filosofia Clínica, essa distinção é fundamental. O cronológico é útil para a vida social, mas é na temporalidade vivida que se revelam os modos de ser. Cada pessoa habita sua própria cadência, marcada por ritmos internos, por pausas e acelerares, por instantes que se tornam eternos e por horas que se esvaem sem deixar rastro. O clínico, ao escutar, não se guia apenas pelo calendário, mas pela tessitura existencial que emerge na narrativa do partilhante. Pensar o tempo vivido é reconhecer que cada pesso...
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