“A morte é para onde se direciona a vida, mas como é difícil morrer, abandonar quem fui e ser uma nova versão, melhor pra mim”. Ouvi em clínica. Silenciei. Somos humanos atendendo outros humanos, atravessados por suas representações de mundo. Hélio Strassburger escreveu um texto em 2024 com o título: “De quantas mortes você já ressuscitou?”, o qual dialoga sobre a estética das mortes subjetivas e os renascimentos. Enquanto um vice-conceito, essa ideia pode fazer sentido para alguns partilhantes em seus processos de existência, ao servir como despedida das versões ultrapassadas de si mesmo. Uma designer de moda morre aos poucos enquanto gesta a biomédica. Um professor decide encerrar sua carreira por convicção ao dar espaço para o nascimento do artista e cuidador. Uma alma livre viajando pelo país, em outro momento, ao estabelecer afetos e laços de família, passa a sentir liberdade onde é permanência. Câmbios de passagem. Rituais de transformação pedem pontes do antigo para o novo e...
Um endereço artesanal para convivência aprendiz com o novo paradigma. Aqui você encontra: cursos, clínica, pesquisa, consultoria, publicações, formação continuada, projetos sociais. A instituição oferece uma tradição de 45 anos atuando com pessoas. Nossa atividade - há mais de 30 anos em Filosofia Clínica - se traduz numa resistência para sustentar, desenvolver, compartilhar a utopia e o sonho da nova abordagem terapêutica.