Quando começamos a estudar filosofia clínica, chegamos com pré-juízos e termos agendados no intelecto sobre ela, pensamos que ela é filosófica como a filosofia. Esse foi o meu caso. Eu estava imbuído de conceitos, juízos, ideias, cheio de agendamentos vindos da filosofia, do meu convívio com a psicologia, da minha história de vida e ideias gerais vindas dos princípios de verdade. Para entendê-la, precisei me desconstruir conceitualmente. Entendi que minhas noções prévias não se encaixam nessa nova abordagem, por esta ter como fundamento a singularidade. Ao entender isso, uma porta se abriu para compreender a proposta da filosofia clínica; o método olha para cada pessoa de modo individual; cada atendimento é único. As noções de áreas alheias à filosofia clínica não se aplicam a ela, mesmo que ela tenha sido fundamentada na filosofia, ela é singular como cada partilhante. Essa ideia clarifica o paradigma terapêutico. Quando comecei o pré-estágio, pude vê-la na perspectiva de um parti...
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