Eu entendo bem a dificuldade de percebermos os nossos próprios pontos cegos. A ignorância, essa nossa companheira inseparável, é difícil, porque esconde-se em nossa sombra: como dizia Descartes, todo mundo (inclusive este que vos escreve) sempre se considera perfeitamente dotado de bom-senso e da capacidade de perceber os próprios enganos. Mas a confiança na clareza da nossa razão não é particularmente racional. * * * Amigos, eu vivo da palavra falada e escrita. É curioso: no momento em que estou trabalhando, as frases e os parágrafos me parecem muito bem construídos. Reviso uma, duas, três vezes o conjunto. E fico satisfeito. Dez minutos depois leio novamente o texto. Um pouco constrangido, começo a notar as repetições, as cacofonias, as falhas de pontuação, as proposições ambíguas. Corrijo. E novamente fico satisfeito. Uma ou duas horas mais tarde, retorno a ele - e embaraço-me ao descobrir novos erros e omissões. Reescrevo algumas passagens, elimino outras. Satisfeito mais uma vez. ...
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