Esta é uma breve introdução à Filosofia Clínica. Por meio dela, pretendo elucidar algumas dúvidas iniciais dos interessados em compreender esse método e, caso queiram conhecer mais, com as informações apresentadas, saberão como e o que buscar em outros textos e livros. A Filosofia Clínica, ao longo dos seus trinta anos, possui uma base sólida. Por isso, há muitos conceitos que requerem aprofundamento, pois apesar de ser “simples” na apresentação dos conteúdos constituintes do método, ela é complexa em sua aplicação, pelo fato de lidar com pessoas. Além disso, a prática muitas das vezes fundamentará a sua teoria. A Filosofia Clínica visa auxiliar a quem procura terapia a alcançar seu bem-estar subjetivo, trabalhando suas questões existenciais conforme cada singularidade. É importante dizer que sem a noção de singularidade ela seria apenas mais um método terapêutico. Cada pessoa é única, possuindo a sua e...
Na filosofia clínica, há quem aprenda o método e o utilize no consultório e quem, além de realizar os atendimentos, também continue a ensinar, pesquisar, aprofundar e questionar a fundamentação e a prática. Assim, os formados seguem acompanhando os resultados das pesquisas e os adaptam ao seu trabalho no consultório. Seu tempo é mais empenhado em fazer o atendimento da melhor maneira possível com os recursos bibliográficos e audiovisuais ao seu alcance. Com isso, podem se tornar excelentes profissionais da área, exercendo seu trabalho como filósofos clínicos. Esse é o caso da maioria daqueles que concluem a formação. O segundo grupo mencionado é constituído de uma minoria. São filósofos clínicos que não se contentam em receber o conteúdo apresentado por quem os ensinou. Antes, continuam suas investigações em prol de ter um método cada vez mais aprimorado. Por isso, pesquisam as bibliografias, reveem os fundamentos, questionam seus pares, propõem novos caminhos etc. Esse grup...