Para pensarmos temas de consultório e, talvez, semelhantes àqueles em voga como a tranquilidade da alma, desenvolvido por Sêneca - cuja reflexão tem circulado atualmente - é importante relembrarmos a noção introdutória ao nosso método: o mundo é uma representação da pessoa, reveladora de sua singularidade. Assim, em filosofia clínica, tanto “tranquilidade” como “alma”, ou mesmo “tranquilidade da alma”, são considerados termos equívocos, ou seja, sem contextualização ou tradução, longe do sujeito que os pronuncia, geram dubiedades, interpretações diversas. Se ocorrer o caso de um partilhante trazer esse tema para a clínica, é preciso compreender o significado dado por ele. Investigar o sentido e uso conferido a essa afirmação. O sujeito pode dizer em suas queixas iniciais: “sempre quis ter a alma tranquila”. Essa fala vem do tópico buscas: para onde a pessoa se dirige existencialmente, junto com um termo equívoco, o qual, inicialmente, não sei o sentido. Posso interpretar a partir d...
Um endereço artesanal para convivência aprendiz com o novo paradigma. Aqui você encontra: cursos, clínica, pesquisa, consultoria, publicações, formação continuada, projetos sociais. A instituição oferece uma tradição de 45 anos atuando com pessoas. Nossa atividade - há mais de 30 anos em Filosofia Clínica - se traduz numa resistência para sustentar, desenvolver, compartilhar a utopia e o sonho da nova abordagem terapêutica.