segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Filosofia Clínica e algumas considerações sobre vivências.

Bruno Packter
Filósofo Clínico
Florianópolis/SC

Algumas pessoas vivem tracionadas na família, na sociedade, no trabalho de muitas maneiras.
Quantas pessoas não têm, às vezes, em casa um familiar: um irmão, uma irmã que é usuário de drogas e que dá tantos problemas. Isso é muito mais próximo da família que se vive, do que propriamente uma alegoria na qual, muitas vezes, a gente acredita e se machuca, se magoa fortemente por conta dessas questões.

O que fazer a respeito disso, quais as orientações, quais os encaminhamentos a respeito das relações?

Na minha opinião, cada um de nós tem seus problemas em casa, nas relações e não há nada de errado com isso, é assim mesmo que as coisas funcionam. Existem outras opiniões bem diferentes.

Como agir com os problemas que a gente tem de fato pra dentro de nossa casa, com os nossos amigos, com as pessoas que nos cercam? Quantas pessoas já estiveram nesta situação, quantos já chegaram em casa sem emprego do qual dependiam muito? É a vida e, também, o que possivelmente podemos passar, muitas vezes.

Muitas pessoas vivem suas vidas não se questionando de mais nada, não sente mais nada. Algumas pessoas vivem assim até que alguma coisa caia sobre elas: algum problema mais grave, uma perda familiar ou perda de emprego, por exemplo.

Muitas pessoas tentam viver a vida cumprindo as expectativas alheias e, às vezes, por conta disso a resultante é muito danosa, podem se machucar porque não há como viver cumprindo as expectativas dos outros, quando muito as nossas próprias a gente já não consegue.

É interessante como muitas pessoas crescem mantendo dentro delas uma visão de mundo infantil, não que isso seja um problema, pois muitas vezes isso até pode derivar em música, em poesia e muitas outras coisas bonitas.

De modo geral, finalizando, conforme a pessoa vive o mundo ela verá coisas e deixará de ver outras. Uma pessoa que vê o mundo de outro ponto de vista, também, provavelmente, verá coisas, mas deixará muitas outras de fora.

Por exemplo, uma pessoa que vive o mundo do ponto de vista das finanças, provavelmente não vê muito o pôr do sol, provavelmente não vê muitas coisas que a poesia num amor possa existir ou no olhar do filho, como tantas outras coisas das sensações.

Como lidar com isso?

O caminho do filósofo clínico se dará, inicialmente, na colheita da história de vida da pessoa. E, os procedimentos únicos para cada pessoa iniciarão a partir deste entendimento, ou seja, às vezes por devolução do que a pessoa já utiliza na própria vida e assim por diante.

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