domingo, 10 de abril de 2011

Fragmentos filosóficos delirantes XXXVII*


"Se não fizesse versos
Enlouqueceria.
Minha saúde mental
Depende da poesia.

Se não fizesse versos
Me suicidaria.
Só na estrofe retorna
A perdida alegria.

Só no poema ultrapasso
O limite do tédio.
Para o poeta, a metáfora
É o único remédio."

"Cansei de amor de brinquedo
Eu quero amor de verdade
Quero sentir que a saudade
Está judiando de mim
Não quero dizer amor com o coração sossegado
Quero pecar sem pecado
E andar sorrindo sozinho
Até que falem de mim
Talvez me chamem de louco
Esta loucura eu desejo
Eu quero amor de verdade
Cansei de amor de brinquedo."

“Toda a página em branco
Merece um poema.
Não devemos viver
Cada minuto da vida?”

“Um dia eu caminharei na paisagem azul
Com a surpresa de nascer de novo.
E se tiver sede na jornada eterna
Beberei orvalho em lírios transparentes”

* Prado Veppo - Médico psiquiatra e poeta santamariense. Querido professor de literatura. Já na década de 70, influenciava algumas gerações de boêmios e sonhadores incorrigíveis.

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