domingo, 1 de julho de 2012

Fragmentos filosóficos delirantes XCXV*

"Com pedaços de mim eu monto um ser atônito"

"Tudo que não invento é falso"

"Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira"

"Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou"

"Sempre que desejo contar alguma coisa, não faço nada; mas se não desejo contar nada, faço poesia"

"Melhor jeito que achei para me conhecer foi fazendo o contrário"

"Há histórias tão verdadeiras que às vezes parece que são inventadas"

"O artista é um erro da natureza. Beethoven foi um erro perfeito"

"A terapia literária consiste em desarrumar a linguagem a ponto que ela expresse nossos mais fundos desejos"

"Não preciso do fim para chegar"

"Do lugar onde estou já fui embora"

"Aprecio viver em lugares decadentes por gosto de estar

entre pedras e lagartos"

"Me procurei a vida inteira e não me achei — pelo que

fui salvo"

"Estou na categoria de sofrer do moral porque só faço

coisas inúteis"

"No meu morrer tem uma dor de árvore"

*Manoel de Barros

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