quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Contagem regressiva para 2015*


Uau! Diria ou dirá meu querido professor e amigo Hélio.

Um dia depois de outro minha filha, diria ou dirá minha mãe.

Dieta, parar de fumar, fazer exercício físico, estudar algo novo, meditar mais, estudar mais...

Pois,
Sou dessas que faz de tudo o que ouve para ter um ano de luz e paz e digo; tem dado certo!

Se na praia estou, pulo sete ondas, subo em cima da cadeira na contagem regressiva, uso roupas brancas, fitas coloridas na roupa íntima, uma cor para cada significado, flores para Yemanjá, para minha cigana rosa vermelha e paz peço a Deus meu pai!

Sempre fui assim, desde bem novinha. Antes tinha uma fé quase fanática, hoje faço algumas coisas por puro hábito, mas o ritual é importante.
Penso que já vivi, vi, sorri, sofri tanto...

O simples me toca o coração. O sorriso das crianças me faz lembrar a minha própria infância. Ah! Saudades da minha infância. Quanta inocência! Menina sonhadora, cria num futuro mais que feliz, colorido. Sem dor ou desamor! Ilusão.

Entretanto, a própria vida é uma ilusão, uma pequena passagem cheia de expectativas vazias, tolas, necessárias.

Qual o sentido da vida? Questionava e pensava que, ao crescer e me tornar adulta, saberia responder pergunta tão tola. Tola? E, aí? Qual o sentido da vida pessoa adulta? Qual? Responda rápido? Sem demora, qual?

Nem todas as perguntas que fazia enquanto criança eram tão tolas assim. Hoje respeito todas os questionamentos das crianças.

E pensar que existiam adultos que me achavam cansativa e chata, por querer saber o por quê de tudo!
Contagem regressiva, para que mesmo? Mais um dia apenas! A passagem dos anos, dos dias é simbólica, por vivermos num mundo onde o temido senhor Tempo manda em tudo.
Pode ser bobagem pular sete ondas, flores para Yemanjá, roupas brancas...

A sorte é a colheita de muito trabalho, dedicação para uma vida melhor, plena e feliz... Porém, aquela criança ainda mora no meu coração, preciso nutri-la de amor sempre. Só para justificar essa ingenuidade, para não perder o costume de ter esperança num mundo melhor, passarei o ano de 2014 para 2015 toda de branco, como não irei a praia não pularei as sete ondas, nem jogarei flores para Yemanjá. Mas subirei numa cadeira na hora da contagem regressiva.

Ih! Estamos em horário de verão! Meia noite, não será meia noite, então. Pra garantir, vou comemorar duas vezes. Meia noite e uma da manhã! Ufa! Estou cansada!
Esse negócio de ritual dá um trabalho!

E, sigo perguntando, qual o sentido de tudo isso mesmo?

Contudo, questionar é minha vida, profissão, papel existencial, meu sentido de vida, aquele que a criança-menina queria saber. Qual o sentido do sentido da vida?
Feliz 2015 para os filósofos clínicos e para os que não são nem filósofos nem clínicos!

*Vanessa Ribeiro
Atriz, Dançarina, Filósofa, Filósofa Clínica
Petrópolis/RJ

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