quarta-feira, 25 de março de 2015

Mulher sertão*


Venho da educação sertaneja do outro século,
quase XIX,
das casas de farinha de mandioca
e polvilho torcido à mão.
Dos mutirões de pamonha,
da fiação de algodão,
dobando meada.
Capina roçado,
levanta casa de placa de concreto
e pintura de caiação.
A mulher recato
passou pela mulher hippie,
virou mulher livre,
hoje, mulher política,
mas sempre mulher trabalho.
Não me dou com essas manipulações
que juntam sorriso e mal.
Minha sinceridade é dura;
esse é o preço da verdade.

*Vânia Dantas
Filósofa Clínica
Brasília/DF

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