quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Fragmentos Filosóficos, Delirantes*


"Trata-se realmente de um trabalho, de um parto, de uma geração lenta do poeta pelo poema do qual é pai"

"(...) o poeta é na verdade o assunto do livro, a sua substância e o seu senhor, o seu servidor e o seu tema. E o livro é na verdade o sujeito do poeta, ser falante e conhecedor que escreve no livro sobre o livro"

"Citando Edmond Jabès: 'O louco é a vítima da rebelião das palavras'"

"Quando se deixa dizer pela palavra poética, a Terra reserva-se sempre fora de toda a proximidade"

"Citando Reb Stein: 'Quando criança, ao escrever pela primeira vez o meu nome, tive a consciência de começar um livro'"

"Contrariamente ao Ser e ao Livro leibnizianos, a racionalidade do Logos pela qual a nossa escritura é responsável obedece ao princípio da descontinuidade"

"A palavra proferida ou inscrita. A letra é sempre roubada. Sempre roubada. Sempre roubada porque sempre aberta. Nunca é própria do seu autor ou do seu destinatário e faz parte da sua natureza jamais seguir o trajeto que leva de um sujeito próprio a um sujeito próprio"

"O sonhador inventa sua própria gramática"

*Jacques Derrida in "A escritura e a diferença", Ed. Perspectiva. SP. 2005.

Nenhum comentário:

Postar um comentário