quarta-feira, 1 de março de 2017

O poeta e a poesia*


A poesia nasce!

Ela sempre nasce de um quando, de um onde e de porquês nunca exatos nem demais nem de menos. A poesia transborda ou preenche, ela sempre viraliza se muito ou pouco, não importa. E se nasce, a poesia é originalmente feminina tão somente porque tudo que nasce depende de um útero seja ele ideal ou seja ela real.

Poesia é profana e é sagrada, ela simplesmente é manifestação porque toca e causa expressão. A poesia emociona porque comove, me comove. A poesia revolta porventura quando indigna quem escolhe ser surdo e ouve de repente.

Não existe poesia indiferente! E por mais sensatos ou abstrato que tendamos a ser, por mais criativos ou objetivos que pretendamos querer, inevitável mesmo é reconhecer que todo e qualquer ímpeto quando surgi já é, já foi e será...

A poesia é plural e singular também, é coletiva, é subjetiva; é visceral. E o exato começo da poesia é um mistério, pois como tão bem disse Ferreira Gullar, "a poesia nasce de repente". Sim, foi de repente, num repente ou num rompante que percebi um dia que a poesia sempre esteve em mim, ainda nas memórias mais remotas.

A poesia ora transcende a gramática, mas ora precisa transgredi-la porque o sentir vai muito além do pensar e nenhuma linguagem formal pode dar conta da arte em sua profundidade e imensidão.

Enfim, ser poeta pelo menos na minha perspectiva implica em ser um eterno desajustado sempre grato a tudo e a todos que me ensinaram, ensinam e me provocaram ou provocam a escrever. Musa!

*Prof. Dr. Pablo Mendes
Filósofo. Educador. Poeta. Filósofo Clínico
Porto Alegre/RS

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