segunda-feira, 26 de julho de 2010

Quando o pouco ainda é muito

Rosângela Rossi
Psicoterapeuta e Filósofa Clínica
Juiz de Fora/MG


Diógenes de Eneoda mandou entalhar o grandioso livro mural que atesta a vitalidade do epicurismo do século II a.C..Para ele o pensamento de Epicuro trazia paz e tranqüilidade a alma.

No mural, dentre outros pensamentos, está inscrito:

- A maioria dos homens tem por doença comum as falsas opiniões sobre as coisas.

- Contagiam-se uns aos outros por imitação.

- É dever da humanidade cuidar dos forasteiross que se encontram entre nós.

- A pátria única de todos é toda a Terra e sua única morada é o mundo.

- Deus, ou quer impedir os males e não pode, ou pode e não quer, ou não quer nem pode, ou quer e pode.

- Se quer e não pode, é impotente: o que é impossível em Deus.

- Se pode e não quer, é invejoso: o que, do mesmo modo, é contrário a Deus.

- Se nem quer nem pode, é invejoso e impotente: portanto nem sequer é Deus.

- Se pode e quer, que é a única coisa compatível com Deus, donde provém então existência dos males? Por que razão é que não os impede?

- É tolo pedir aos deuses o que se pode conseguir sozinho.

- A amizade e a lealdade residem numa identidade de almas raramente encontrada.

- Os grandes navegadores devem sua reputação aos temporais e tempestades.

- Tu, que não és senhor do teu amanhã, não adies o momento de gozar o prazer possível! Consumimos nossa vida a esperar e morremos empenhados nessa espera do prazer.

Temos aqui muito para refletir. Pensar bem qualifica nossa vida. Vida simples é escolha voluntária. Vida amorosa é respeito as diferenças.

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