segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Fragmentos filosóficos, delirantes*



"O mesmo poema é lido por várias pessoas, e cada uma delas faz dele o 'seu' poema. Assim funciona a imaginação: cada um precisa reimaginar por si mesmo."

"A nova era só termina quando esses limites se tornam rígidos e convencionais, aguardando seu rompimento por outra descoberta, para que prossiga a marcha no rumo das próxima liberdade."

"A obra de arte, ao contrário, é essencialmente uma proposição incompleta, que nos é apresentada para que com ela possamos construir nossa própria generalização."

"E depois de ler essa passagem de Gertrude Stein, estilisticamente estranha (como A Rose is a Rose, is a Rose) [Uma rosa é uma rosa, é uma rosa], ela de repente nos faz perceber que os problemas que a preocupavam só podiam ser expressos daquela forma."

"(...) a obra de arte nos ensina não só o que é agir como se fôssemos outra pessoa, mas também o que é ser outra pessoa."

"(...) a história é feita por fanáticos. As pessoas de mentalidade aberta e generosa fazem ciência, poesia ou outra arte produzida pela imaginação. Mas é preciso decidir: quem quer fazer história deve ser como Stalin e Hitler."

"O dom da imaginação é esse duplo movimento que manipula imagens na minha mente e as faz girar com uma espécie de força comunicativa que vai recriá-la na mente de outras pessoas; movimento que ocorre sempre que vemos uma obra de arte, lemos um poema ou falamos sobre um teorema."

"A capacidade de traçar imagens que representem o que está ausente e de usá-las para experimentar situações imaginárias dá ao homem uma liberdade que nenhum animal tem."

*Jacob Bronowski in "O olho visionário". Ed. UNB. Brasília/DF. 1998.

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