segunda-feira, 21 de março de 2016

Dispersos*


Não havíamos marcado hora, não havíamos marcado lugar. E deu-se este encontro. Andávamos pelas ruas da cidade tão felizes. Por fim não sabíamos mais se andávamos ou se voávamos...

Corria um vento tão gostoso. A brisa balançava os cabelos dela para lá e para cá. E eu ficava com ciúme do vento e dos carinhos que ele fazia nos cabelos dela.

Os estranhos eram apenas os amigos que nós ainda não conhecíamos. Nossos olhinhos diziam que todo mundo gostaria de se mudar para um lugar mágico

Corríamos e soprávamos o vento andando por aí. Ríamos dos relâmpagos e dos trovões. E bebíamos as águas das tempestades.

Quando nos dávamos conta do lugar onde estávamos, já tínhamos ido embora.

A meia noite fechou seus olhinhos e na madrugada o canto e a dança dela impediram que eu fosse embora.

E descobrimos que a palavra amor andava meio vazia, tinha tão pouca gente dentro dela....

*José Mayer
Filósofo. Livreiro. Poeta. Estudante na Casa da Filosofia Clínica.
Porto Alegre/RS

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