quarta-feira, 16 de março de 2016

Fragmentos Filosóficos, Delirantes*



"Ninguém pode filosofar em seu lugar: o que eu poderia encontrar, e ainda que tal resultado me satisfizesse totalmente, ou o que Kant ou Hegel puderam encontrar, por maior que seja a genialidade deles, nada prova que valha para você! Portanto você tem de pôr pessoalmente mãos à obra, e é isso que se chama filosofar."

"Ora, a sabedoria outra coisa não é que essa simplicidade de viver. Se é preciso filosofar, é para redescobrir essa simplicidade."

"A eternidade é agora: não é um futuro que nos é prometido, o presente mesmo é que nos é oferecido."

"Lembrando Wittgenstein: 'Se se entender por eternidade não uma duração temporal infinita, mas a atemporalidade, então vive eternamente quem vive no presente.'"

"(...) a fugidia e perene eternidade do devir!"

"(...) não há verdade científica: só há conhecimentos científicos, sempre relativos, sempre aproximados, sempre provisórios, sempre de algum modo duvidosos ou sujeitos a caução..."

"A palavra só me interessa quando é o contrário de uma proteção: um risco, uma abertura, uma confissão, uma confidência... Gosto de que falem como quem se despe, não para se mostrar, como crêem os exibicionistas, mas para parar de se esconder..."

"(...) A vida verdadeira é quase sempre uma ressurreição."

"O efeito de um livro depende tanto de quem o lê, e do momento em que o lê, quanto do seu conteúdo ou do seu valor próprios."

*André Comte-Sponville in "O amor a solidão". Ed. Martins Fontes. SP. 2001

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